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  • 08/03/2011

    Oferecer dinheiro para não ser preso não é "autodefesa" diz STF

    Postado em 8.3.11  | No marcador  Notícia  |  Deixe seu comentário»


    Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu pedido da Defensoria Pública da União em Habeas Corpus que pretendia absolver Anderson Cristian dos Santos, condenado por tráfico de drogas e corrupção ativa, da segunda condenação. O relator, ministro Gilmar Mendes, rejeitou a tese da defesa, segundo a qual oferecer dinheiro a policial para que não fosse efetuado o flagrante configuraria “ato de autodefesa”.

    Segundo informa a assessoria de imprensa do STF, Anderson foi condenado pela Vara Única da Comarca de Porto Alegre do Norte (MT) a seis anos de reclusão, por tráfico, e absolvido da denúncia de corrupção ativa. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT), ao examinar recurso do Ministério Público, modificou a sentença para incluir a condenação também por corrupção.

    No Habeas Corpus, a Defensoria Pública sustenta que a oferta de dinheiro para evitar o flagrante é gesto de autodefesa, pois o autor, surpreendido pela autoridade policial, “entrou em pleno desespero e, unicamente com intenção de evadir-se do local para preservar sua liberdade, ofereceu a quantia já apreendida pelo policial para que este permitisse sua fuga”.

    O fundamento da defesa era o de que o ato estaria respaldado pelo artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição Federal, que garante ao preso o direito de permanecer calado. “O artigo reconhece o direito do agente de negar, de infirmar os fatos, de silenciar-se, mas não de oferecer dinheiro”, afirmou o ministro.



    uol

    06/03/2011

    A briga: Blogueiros X Jornalistas

    Postado em 6.3.11  | No marcador  Expressão  |  Deixe seu comentário»


    A anunciada briga entre jornalistas e blogueiros será acirrada, equilibrada e não há previsão de vencedor. O que posso dizer é que esta sendo excelente para ambas as partes, pois será um evento Darwinista, melhorando muito ambas as categorias.

    Motivo? Será disputada pelos elementos mais burros e tacanhos entre os envolvidos.

    Eu não vejo necessidade dessa guerra. Sei que há uma enorme má-vontade da imprensa para com os blogs, e os blogueiros adoram detonar jornalistas, mas sinceramente só consigo ver as atividades como complementares.

    O blog está para o jornal como a TV está para o jornal. Pode até aparentar mais agilidade, mas na pratica você vê a coisa acontecer na TV, mas espera o dia seguinte para ler o jornal e entender o que viu. Claro que hoje em dia não dá mais, ao menos para jornais online, segurar a notícia até o dia seguinte, mas mesmo assim o material do jornal necessariamente é mais elaborado que o do blog.

    “Incrível, passou um avião baixinho aqui em casa soltando fumaça” é notícia de blog, não de jornal. O leitor que se satisfaz com a chamada acima em um blog, se a vir em um jornal no mínimo fará um post-denúncia sobre a má-qualidade do mesmo.

    Um blogueiro dificilmente passará dias compondo um post, nem ficará checando fontes em cima de fontes. Com a exigência de um post por dia pelo menos, simplesmente não há tempo, ao menos para os blogueiros que o fazem por hobby.

    Por sua vez um jornalista não tem a mesma segurança do blogueiro, que é editor de si mesmo. Uma informação não pode ser divulgada com a mesma velocidade que em um blog, pois alguém tem que se responsabilizar, e se não estiver satisfeito pode pedir que o jornalista justifique suas conclusões.

    Um jornalista tem que tomar cuidado para não falar nada ofensivo ao Jornal em si e/ou anos patrocinadores, além de ter que filtrar tudo que se pareça com uma opinião.

    Curiosamente a agilidade dos blogs pode ser superada pela agilidade dos jornalistas, pois é muito mais fácil conseguir um espaço cobrindo algo pelo Jornal O Estado do Maranhão do que pelo Blog Marrapá. Como os jornalistas ganham pra escrever, só não superados no quesito pelos ProBloggers.

    Cada um na sua, os blogs continuarão insuperáveis...

    Quebradeiras de coco babaçu de Arari são destaque em gravação de CD em São Luis.

    Postado em 6.3.11  | No marcador  Arari  |  Deixe seu comentário»

    Uma profissão passada de geração para geração e que há décadas luta pela sobrevivência. Quebradeiras de coco babaçu esqueceram por alguns momentos a dura realidade no campo para gravar um CD.

    O disco faz parte do projeto "Quem ouvirá o canto das quebradeiras" e reúne nove músicas cantadas pelo "Coral das Marias". Um grupo formado exclusivamente por quebradeiras de coco do município de Arari, na Baixada Maranhense.

    “Quem ouvirá o canto das quebradeiras?” compreenderá estratégias de encontros sistemáticos com carga horária de 06 (seis) horas cada encontro, sendo eles em finais de semana alternados, respectivamente nas comunidades de Manoel João (Arari/MA) e no Parque Agroecológico Buritirana (Peri Mirim/MA), próximo à comunidade de Centrinho, durante seis meses, para formação/constituição de três grupos de canto coral.

    Veja a reportagem de gravação do CD do Coro das Marias AQUI

    Coro das Marias em apresentação no município de Olinda Nova do Maranhão 



    com informações do Imirante e Instituto Baixada 

    O pescador de leitores

    Postado em 6.3.11  | No marcador  Expressão  |  Deixe seu comentário»


    Por  Galeno Amorim 

    O dia ainda não amanheceu. Mas Seu Joaquim, experiente com as rédeas, manobra com destreza até estacionar a velha carroça na frente da casa. E sem fazer ruído, que barulho, como ensinou o poeta, de nada resolve...

    Às cinco em ponto tem início o ritual de sempre, que há anos se repete com fervor quase religioso. O dono da casa, ainda sonolento, logo aparece. Em vez de ralhar, ajuda o bom homem, que ajeita os sete caixotes e as duas estantes no carrinho de tração animal.

    Em minutos, eles tomam o rumo do estádio do glorioso Pirapora Futebol Clube. Passam solenemente por ele, mas não param. Pouco depois a corrida chega ao seu final. O carro para, sem nenhum pudor, no meio da via pública. Homens e mulheres montam ali, ruidosamente, as suas barracas.

    É praticamente uma operação de guerra. Sobre as bancas, eles ajeitam, cuidadosamente, as dúzias de laranjas. E os tomates e as verduras colhidas de véspera. Só então a misteriosa carga é, enfim, descarregada. Mas tudo com muito cuidado.

    Léo do Peixe está radiante. Saca duas notas de dez reais do bolso e paga pelo carreto. Domingo é dia de feira livre! Durante a semana, Leonardo da Piedade Diniz Filho, pescador profissional, comercializa o resultado do seu trabalho na própria casa. E nos finais de semana, ele faz a feira.

    Chova ou faça sol, a freguesia certa sempre aparece pra comprar os peixes que, há duas décadas, ele tira das águas do Velho Chico, no Norte de Minas. Quase em frente à barraca dele, fica a banca da mulher, que vende roupinhas de crianças.

    Quando as caixas são, finalmente, abertas, vem a surpresa: ali nada é perecível. Mas, afinal, o que há lá dentro?! Livros! São livros à mão-cheia, que nas horas seguintes serão emprestados, de graça, para quem aparecer por ali com vontade e disposição para ler.

    Quando o dia finalmente clareia, perto de uma centena de leitores se aglomera diante da inusitada barraca da feira. Em vez de embrulhos com batatas e bananas, o que eles enfiam na sacola é uma outra categoria de alimento - sim, um alimento para a alma.

    Lobato, Machado, Eça, Coelho... Não importam os nomes: muitos vão lá pelo simples prazer de acariciar as obras. Uns leem por lá mesmo; outros, levam para casa, e só devolvem no domingo seguinte.

    É assim, sem qualquer burocracia, que funciona, nos finais de semana, o Clube de Leitura de Pirapora, no Alto do Rio São Francisco. Simples assim!

    Tudo começou por uma razão puramente pessoal: o medo que Léo do Peixe tinha de que os filhos pudessem não se interessar pelos livros, já que o pai - este sim, um leitor ávido e apaixonado pela literatura - quase não parava em casa, por causa da rotina de trabalho puxada.

    Os primeiros leitores foram os próprios filhos. Mas logo apareceram os filhos dos outros feirantes e, hoje em dia, passam de 400 os sócios do clube. Muitos vão à feira só pelo prazer dos livros. Léo até precisou recrutar ajudantes pra dar conta do novo trabalho.

    Mas vale a pena, ele diz. E tanto que resolveu repetir a experiência em outros cantos da cidade. Como a biblioteca pública local não abre nos finais de semana, o sucesso não tardou. Quando perguntam por que ele faz isso, o pescador de leitores tem a resposta na ponta da língua:

    - É que quem não lê acaba virando cidadão de segunda classe...


    04/03/2011

    CMDCA, Prefeitura e Fundação Vale pactuaram as ações que darão inicio às aulas na Estação Conhecimento.

    Postado em 4.3.11  | No marcador  Arari  |  Deixe seu comentário»


    Com o objetivo de esclarecer as dificuldades e ratificar o planejamento pensado para o inicio das aulas na Estação Conhecimento, o Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (CMDCA), Prefeitura de Arari e consultores da Fundação Vale estivem reunidos ontem (03) no auditório da Casa do Professor.

    Na ocasião, os presentes ficaram conhecendo Elis Ramos, nova na coordenação de projetos ligados à Vale no Maranhão, Elis sentiu um pouco do clima que é peculiar do povo arariense, povo sempre questionador e apto à discussões que dizem respeito a defesa dos interesses sociais.

    O teto para a realização da aula inaugural do Núcleo de Esporte finda no dia 20 de junho. Estão sendo programada a seleção de 600 crianças e adolescentes entre de 6 a 18 anos para participarem das peneiras para o futebol, natação e atletismo. Segundo comentários de Elis, a consultora de esporte Conceição Jeremias teria dito que Arari possui condições essenciais para despontar medalhistas olímpicos.

    A novidade também está no funcionamento de uma escolar regular que contemplará o ensino fundamental dentro da Estação, para isso entrarão em funcionamento a partir da segunda etapa de projetos 14 salas de aula para o ensino regular.

    A previsão é que na primeira semana de abril as inscrições estejam abertas nas escolas municipais. Serão divulgados 15 pontos de recebimento dos registros para a participação no processo seletivo que garantirá a participação nesse primeiro momento, a previsão é que sejam escolhidos 600 participantes.

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